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Cidades

Arena Esportiva de Volta Redonda seguirá modelo do Raulino

16/06/2021 09:47:08

A Arena Esportiva de Volta Redonda, construída ao lado do Batalhão da Polícia Militar, seguirá o mesmo modelo de ocupação dos espaços internos adotado no Estádio da Cidadania Raulino de Oliveira. A proposta é desenvolver as atividades esportivas inerentes ao projeto inicial, ao mesmo tempo em que projetos voltados para a saúde e o social são agregados como incremento para a população. Responsável pelo atendimento de pacientes com deficiência física, visual e intelectual, o Centro Especializado de Reabilitação (CER III) é o primeiro projeto já de mudança para o local.

Atualmente o CER III funciona em um prédio anexo ao antigo Hospital Santa Margarida e tem capacidade para atender a mais de sete mil pacientes por ano. Da mesma maneira, a arena também abrigará o programa Follow Up e o Polo de Ostomizados, que também fazem parte do CER III e hoje funcionam em locais separados.  O objetivo da mudança é garantir melhor qualidade de vida para pacientes e familiares que usam os serviços de saúde da rede municipal.

OUTRAS CIDADES - Volta Redonda foi credenciada pelo governo federal para atender a outros nove municípios do Médio Paraíba com os projetos que funcionarão na Arena Esportiva: Barra Mansa, Resende, Porto Real, Quatis, Itatiaia, Rio Claro, Pinheiral, Valença e Rio das Flores.  

O coordenador do Centro Especializado de Reabilitação III, Vladimir Lopes de Souza, explica que o órgão é responsável pelo atendimento a pacientes agudos, com lesões neurológicas, identificadas como deficiências físicas. “Nosso objetivo é de tratar os pacientes em fase aguda e inicial. Quando um paciente na fase aguda é tratado, as comorbidades posteriores, as alterações que ficam permanentes reduzem em quase 60%. Quando ele é tratado de forma correta, as sequelas após lesões reduzem bastante e isso é muito importante para a saúde dele”, disse.

O paciente agudo pode permanecer até dois anos no programa. Depois é encaminhado à rede municipal de saúde. Esse critério de atendimento é uma normativa do Ministério da Saúde. 

Os pacientes são encaminhados para o CER III através das unidades básicas de saúde e das secretarias de Saúde dos outros municípios. O centro é responsável por disponibilizar também aos deficientes físicos dispositivos auxiliares de locomoção, como próteses, órteses, cadeiras de rodas, muletas e andadores, entre outros.

O PROJETO – O projeto vai ocupar todo o prédio 01 da Arena Esportiva, em uma área de aproximadamente 2,1 mil metros quadrados. Com isso, há expectativa de criação de 34 salas de atendimento. O andar térreo abrigará o Polo de Ostomizados, com consultórios de oftalmologia, neurologia, ortopedia, psiquiatria, pediatria, odontologia e sala de prótese.

No segundo pavimento será o atendimento do Follow Up, centro de referência para crianças com atraso no desenvolvimento motor e intelectual, com consultórios de pediatria, fonoaudiologia, psicologia, assistência social, salas de fisioterapia, integração sensorial, terapia intensiva motora e tratamento intensivo cognitivo.

Já o terceiro pavimento será destinado à reabilitação física, intelectual e visual, e contará com seis consultórios, salas de fisioterapia, integração sensorial, propriocepção, orientação visual de mobilidade, atividade de vida prática (espaço que simula os ambientes de uma residência) e ginásio terapêutico.

Estão previstos todos os espaços de apoio necessários, como recepções, sanitários, salas de espera, elevador, rampa, salas de administração e coordenação, sala de reuniões, auditório, além de uma oficina completa onde serão confeccionadas órteses e próteses. Todo o projeto foi desenvolvido obedecendo as normas para estabelecimentos de saúde e normas de acessibilidade.

O projeto arquitetônico, desenvolvido  pelos arquitetos da Secretaria de Saúde e da Vigilância Sanitária, Luisa Dias e Raimundo Diogo, foi aprovado junto aos coordenadores responsáveis por cada setor.  Já os projetos complementares, como elétrica, hidráulica, esgoto, climatização e o projeto contra incêndio e pânico estão sendo realizados pelo IPPU (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano).

Após a conclusão dos projetos, prevista para o próximo mês, e finalização do orçamento e do cronograma, será iniciado o processo de licitação e a empresa vencedora poderá iniciar a obra. A previsão é de seis meses de conclusão.

“Todo o projeto foi pensado no bem estar de todos. As famílias que estiverem aguardando o atendimento terão a visão da arena, fugindo assim da ideia de estar dentro de uma unidade de saúde. Será um ambiente humanizado, em respeito às pessoas”, disse o arquiteto Raimundo Diogo.  (Foto: Divulgação)

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